Emanuel Forum Owner
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Colocada: Qua Jun 24, 2009 9:47 am Assunto: DÍCAS EM DVD BY MAGRÃO |
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DÍCAS EM DVD BY MAGRÃO
No texto abaixo mas dicas de defeitos.
Circuitos Integrados usados em DVD Players e dicas
Circuito Integrados Utilizados em DVD Players
Nas figuras a seguir temos as funções principais dos pinos de alguns integrados utilizados por reprodutores de DVD.
TC 9420 F
Este integrado reúne em seu interior: servo do CD, servo do DVD e DSP de CD. Seus principais pinos são:
Pino 09 - Serial Data Áudio Out (saída do sinal de áudio digital do CD)
Pino 38 - CD RF IN (entrada do sinal de R.F do CD)
Pino 48 - FDO (saída do sinal de erro de foco)
Pino 49 - TODO (saída do sinal de erro de tracking)
Pino 53 - SLDO (saída do sinal de erro do sleed)
Pino 55 - CLVO (saída do sinal de erro do CVL para o CD)
Pino 63 - Massa (“terra”)
Pino 78 - Ligação do cristal de clock (terminal IN)
Pino 79 - Ligação do cristal de clock (terminal OUT)
Pino 80 - + Vcc5 volts (alimentação do C.I.)
Pino 100 - Reset (pulso de inicializaçao do C.I.)
TC 90A19 F
Este integrado tem a função de DSP de DVD. Seus principais pinos são:
Pino 50 – RF IN (entrada do sinal de R.F. do DVD)
Pino 54 – CVLO (saída do sinal de erro do CVL para o DVD)
Pino 81 - DATA OUT (bit 7 da saída do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 82 - DATA OUT (bit 6 da saída do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 83 - DATA OUT (bit 5 da saída do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 84 - DATA OUT (bit 4 da saída do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 87 – DATA OUT (bit 3 da saída do sinal de audio/vídeo digital)
Pino 88 – DATA OUT (bit 2 da saída do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 89 – DATA OUT (bit 1 da saída do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 90 – DATA OUT (bit 0 da sida do sinal de áudio/vídeo digital)
Pino 94 – GND (massa, “terra”, do C.I.)
Pino 98 - + 5 V (alimentação do C.I.)
TMP 93PS42 AF
Este integrado é um microprocessador de DVD. As funções de seus principais pinos são:
Pino 15 – CD/DVD (saída para comutação de DVD para CD)
Pino 20 – DO (saída de dados da comunicação com drive do display)
Pino 22 – DO (saída de clock da comunicação com o drive do display)
Pino 25 - + 5 V (alimentação do C.I.)
Pino 26 – GND (massa, “terra”, do C.I.)
Pino 27 – X 1 (ligação de entrada do cristal da CPU)
Pino 28 – X 2 (ligação de saída do cristal da CPU)
Pino 30 – RESET (pulso para inicializaçao do micro)
Pino 68 – LDO + (saído do comando do drive do loading, para fechamento da gaveta)
Pino 69 – LDO – (saída do comando do drive do loading para a abertura da gaveta)
Pino 95 - OP/SW (ligação com a chave indicadora da gaveta aberta)
Pino 96 – CL/SW (ligação com a chave indicadora da gaveta fechada)
Pino 99 – DI (entrada de dados da comunicação com o drive do display)
TC 6803 AF
Este tem a função de conversor paralelo/serial dos sinais de áudio do DVD, e seus principais pinos são:
Pino 08 – GND (massa, “terra”, do integrado)
Pino 23 - + 5 V (alimentação do integrado)
Pino 44 – A – OUT (saída digital em serie dos sinais de áudio)
Pino 49 – A- DATA IN 7 (entrada do bit 7 dos dados de áudio)
Pino 50 – A – DATA IN 6 (entrada do bit 6 dos dados de áudio)
Pino 51 – A – DATA IN 5 (entrada do bit 5 dos dados de áudio)
Pino 52 – A – DATA IN 4 (entrada do bit 4 dos dados de áudio)
Pino 54 – A – DATA IN 3 (entrada do bit 3 dos dados de áudio)
Pino 55 – A – DATA IN 2 (entrada do bit 2 dos dados de áudio)
Pino 56 – A – DATA IN 1 (entrada do bit 1 dos dados de áudio)
Pino 57 – A – DATA IN 0 (entrada do bit 0 dos dados de áudio)
TC 9425 F
Este C.I. é um distribuidor de áudio, e seus principais pinos são:
Pino 08 – GND (massa, “terra”, do C.I.)
Pino 11 – A –DIG-OUT (saída de áudio digital para ser convertido em analógico)
Pino 17 – A –DATA-OUT (áudio digital para saídas óptica e coaxial)
Pino 45 - + 5 V (alimentação do C.I.)
Pino 52 – A-DATA CD IN (entrada de áudio digital do CD)
Pino 54 – A-DATA DVD IN (entrada de áudio digital do DVD)
MB 40950
Este C.I. funciona como conversor digital/ analógico de vídeo, e seus principais pinos são:
Pino 04 – DATA IN (9) (entrada do bit 9 do sinal de vídeo digital)
Pino 05 – DATA IN ( (entrada do bit 8 do sinal de vídeo digital)
Pino 06 – DATA IN (7) (entrada do bit 7 do sinal de vídeo digital)
Pino 07 – DATA IN (6) (entrada do bit 6 do sinal de vídeo digital)
Pino 08 – DATA IN (5) (entrada do bit 5 do sinal de vídeo digital)
Pino 09 – DATA IN (4) (entrada do bit 4 do sinal de vídeo digital)
Pino 10 – DATA IN (3) (entrada do bit 3 do sinal de vídeo digital)
Pino 11 – DATA IN (2) (entrada do bit 2 do sinal de vídeo digital)
Pino 12 – DATA IN (1) (entrada do bit 1 do sinal de vídeo digital)
Pino 13 – DATA IN (0) (entrada do bit 0 do sinal de vídeo digital)
Pino 34 - + 5 V (alimentação do C.I.)
Pino 40 – C + Y – OUT (saída do sinal analógico composto de vídeo e croma)
Pino 43 – C-OUT (saída do sinal analógico de croma para a saída SVHS)
Pino 46 – Y-OUT (saída do sinal analógico de vídeo para saída de SVHS)
Pino 48 – GND (massa, “terra” do C.I.)
Defeitos em Aparelhos de DVD
Procedimentos Iniciais
Atualmente, ainda está muito difícil encontrar os diagramas esquemáticos dos aparelhos de DVD. Por outro lado, os componentes que se encontram no mercado ainda são muito caros, isso tudo acontecendo em um momento em que muitos aparelhos de DVD estão apresentado defeito. Essa situação é normal, pois já passamos por isso nos primeiro anos de lançamento de VCR e do CD, e já sabemos também que a melhor solução é continuar insistindo nos consertos, pois só assim os fabricantes, fornecedores e revendedores descobrem que o técnico reparador existe. Os procedimentos para a reparação em aparelhos de DVD variam muito, conforme as facilidades disponíveis ao técnico: diagramas esquemáticos, instrumento e componentes. Dessa forma, apresentaremos a seguir métodos diversificados para a pesquisa de defeitos. Alguns, que podemos praticar mesmo em diagramas e instrumentos sofisticados, e outros que, infelizmente, precisaremos até o manual de serviço e de instrumento como osciloscópio e frequencímetro
Análise do Sintoma
Para se iniciar bem em um reparo, deve-se observar em todas as situações o comportamento anormal do aparelho. Deve-se introduzir vários tipos de discos: Discos de CD, de DVD, discos originais e domésticos, etc...Deve-se observar o sintoma com o aparelho frio e quente, e comandá-la pelo painel e pelo controle remoto. Deve-se, também, verificar como está no momento o menu de Set-Up, etc...Depois de uma boa verificação, até mesmo antes de abrir o aparelho, o conserto ficará geralmente mais fácil e rápido. Assim, o técnico já terá uma opinião formada sobre o defeito, ou um simples palpite, que o ajudará a traçar uma meta para avançar no reparo. Esse tipo de verificação não requer instrumentos, esquemas, e nem mesmo ferro de solda.
Análise da Bandeja Mecânica
É sempre bom verificar, inicialmente, como elementos da bandeja mecânica estão se comportando. Verifique se a gaveta está fechando e abrindo de forma completa, e se a óptica se eleva completamente. Caso contrário, troque a correia do loading, mas use a correia muito apertada. Se o motor de loading não gira, verifique o drive e a sua tensão de alimentação. Verifique se o diodo laser está acendendo. Caso contrário, verifique se a chave do laser on/off não está em posição errada. Há possibilidade, também, do diodo laser estar avariado. Verifique se a procura de foco está acontecendo. Caso não esteja, o defeito pode estar na correia do loading, na chave de gaveta fechada, na fonte, ou no drive do sleed, ou então esteja faltando alimentação para o mesmo. Se a unidade se desloca de forma irregular ou intermitente, verifique se as engrenagens e os trilhos não estão obstruídos por sujeira. É muito comum aparecer restos de sujeiras entre os dentes das engrenagens. Se o motor sleed fica girando direto, fazendo a unidade óptica trepidar, verifique as chaves “Limit Switch”. Se o disco não gira, é provável que o foco não esteja sendo encontra. Neste caso, a unidade óptica com o problema é o mais provável, já que os elementos que implicam mais diretamente nesse tipo de falha, como detetores de foco, diodo laser, prisma a lente, fazem parte da mesma. Entretanto verifique o estado de limpeza desses elementos e outros circuitos relacionados com o servo de foco. Mas, é bem provável que a unidade tenha mesmo que ser substituída. Informo-se sobre o tempo de uso da unidade óptica. Se a o aparelho já tem mais de três anos, a unidade é sempre suspeita. Essas verificações não requerem um diagrama esquemático, nem instrumentos avançados e, muitas das vezes, evita que o técnico se envolva com outras partes do aparelho onde o defeito é menos comum.
Análise dos Setores Eletrônicos
Se você já constatou que o defeito não se encontra na bandeja mecânica, de avançar para as verificações eletrônicas. Tenho recebido muitos telefonemas e correspondências dos colegas, principalmente dos técnicos mais veteranos, nos quais eles parecem ter assimilado o conceito de que a grande dificuldade encontrada nos concertos dos aparelhos de DVD está no fato do mesmo utilizar muitos componentes SMD (componentes de montagem em superfície), principalmente na placa do MPEG. Para os que pensem assim, darei a seguir algumas orientações que serão muito úteis nos reparos de placas que utilizam componentes SMD. Na verdade, nós não vamos – nem devemos – deixar de consertar aparelhos pelo fato dos mesmos utilizarem componentes SMD. O maior problema não é esta no tipo de componente, mas sim na política adotada pelos fabricantes nos últimos anos. Com o principal propósito de reduzir o tamanho e o peso dos equipamentos, há alguns anos, foi desenvolvidas a Tecnologia de Montagem em Superfície (Surface Mouting Technology) “SMT”. Utilizando-se de placas e componentes especiais para esse tipo de montagem (componentes para montagem em superficie) ou Surface Mouting Devices – “SMD”, os componentes são fixados na placa pelo “lado da solda”, e o circuito fica com dimensões bem menores, reduzindo o tamanho e o peso do equipamento e, em conseqüência, o custo de estocagem, embalagem e transporte. É pena que a tecnologia não utiliza conforme deveria, visando facilitar a manutenção, já que os componentes SMD são apropriados para montagem de pequenos módulos que fariam parte de uma placa principal de tamanho maior. Assim, desde que fosse providenciada a sua disponibilidade no mercado de eletrônica, o técnico poderia substituir essa pequenas placas como se fossem integrados, simplificando bastante o conserto do aparelho. Entretanto, os fabricantes montam placas relativamente grandes com componentes SMD, adotam preços quase absurdos para elas, ficando o técnico com a pior parte: substituir esses minúsculos componentes, que também não são encontrados com facilidade nas lojas de eletrônica. Para trocar esses componentes podemos nos valer dos kits para SMD, ou de sobradores térmicos, ou de “estação de retrabalhado”. Mas, é bom conhecer, também, alguns particularidades desses componentes.
Resistores SMD
Os resistores SMD têm seus valores especificados em ohms pelo já conhecido código numérico, onde os dois primeiros dígitos representam os dois primeiros algarismos, e o ultimo representa o multiplicador, o numero de zeros. Quando o resistor é de valor muito baixo, é muito comum se utilizar de outros recursos para a gravação do valor no seu corpo. É muito comum se encontrar resistores com zero ohm, que são usados como “jumpers”. Nestes casos, na serigrafia da placa, a posição do componente vem precedido pela letra “J” ou invés de “R”. A maioria dos resistores vem com o valor escrito no próprio corpo. Entretanto, podemos encontrar alguns, geralmente os menores, sem especificação alguma. Nestes casos, para se saber o valor dos resistores, deveremos recorrer ao diagrama esquemático do aparelho. Podemos testar os resistores com um ohmímetro digital, na maioria dos circuitos, sem retirá-los da placa. Entretanto, em alguns poucos casos, a medição será mais confiável desligando-os do circuito.
Capacitores SMD de Baixos Valores
Os capacitores SMD, não eletrolíticos, se parecem muito com os resistores, e seus valores são expressos em pF (picofarads) utilizando também os códigos numéricos. No circuito, muitas vezes, temos dificuldades para distinguir os capacitores dos resistores. Para facilitar, use as seguintes regras:
1º - Os capacitores possuem invólucros mais claros que os resistores.
2º - Na maioria dos capacitores, os invólucros têm dimensões mais avantajadas e, geralmente, são mais altos.
3º - A maioria dos capacitores não traz o valor gravado no seu corpo.
4º - O ohmímetro digital não registrar valor ôhmico para a maioria dos capacitores.
Quando as regras descritas acima não ajudarem, faça o uso do diagrama esquemático do aparelho para identificar o componente e o seu valor. Para testar um capacitor SMD é necessário retirá-lo do circuito ou, pelo menos, remover a solda de um dos seus terminais. Os capacitores podem ser substituídos por capacitores comuns não SMD, planejando-se uma posição adequada, para que o mesmo possa ser incluído na placa.
Capacitores SMD Eletrolíticos
Os capacitores eletrolíticos se apresentam com invólucros tubulares metálicos, e os seus valores são gravados por extenso ou de forma codificada. Esses capacitores são os causadores de muitos defeitos em aparelhos de DVD, devido ao seu curto tempo de vida. A maioria dos capacitores eletrolíticos SMD pode ser testada com ohmímetro analógico sem a necessidade de remoção. Entretanto, para um teste mais confiável, principalmente de fuga, é necessário levantar-se pelo menos um de seus terminais. Se as trilhas do circuito impresso, abaixo desse capacitor,estiverem com coloração diferente, úmidas ou esbranquiçadas, é sinal de que o mesmo já expeliu a solução eletrolítica, e precisa ser trocado. Caso não se faça logo a troca , as trilhas serão corroídas e se partirão. Esses capacitores podem também ser substituído por capacitores comuns de mesmo valor, levando-se em conta os espaços o espaço para a instalação.
Transistores SMD
Os transistores SMD devem ser testados da mesma forma que os transistores comuns, com um ohmímetro analógico. As posições dos terminais podem variar conforme o tipo. Mas, uma regra básica pode ajudar:
1º - Transistores sem letras ao final: Exemplos. BC 827; BCF 29; etc.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
2º - Transistores com a letra “R” ao final: Exemplo. BC 827R; BCF 29R; etc.
Os transistores SMD podem ser substituídos por transistores comuns com características semelhantes, providenciando-se para que o espaço físico seja aproveitado de forma criativa. O transistor comum deve ser arrumado, de preferência deitados.
Integrados SMD
Os circuitos integrados podem figurar em vários tipos de invólucros SMD. Os integrados não podem ser testados com algum instrumento simples e, dificilmente, encontramos substitutos para eles, exceto em alguns poucos casos, principalmente alguns reguladores. Troca-se o C.I. a partir de suspeitas geradas por conseqüência de uma investigação dinâmica do circuito onde o mesmo trabalha. Por esse motivo, o técnico avalia as tensões liberadas pelos seus pinos de saída, verifica os sinais de entradas e saídas, e testa os componentes periféricos, deixando a troca do integrado sempre por ultimo. Mesmo após uma boa investigação, algumas vezes só concluímos que o defeito não é do C.I., após a sua troca.
Verificações Básicas Iniciais nos Circuitos Eletrônicos
Inicie verificando se todas as conexões estão perfeitas, e se os flat cables estão em boas condições. Confira todas as tensões de saída da fonte de alimentação. Muitos aparelhos trazem os valores das tensões serigrafados na placa. Inspecione o circuito impresso para verificar o estado das soldas, e observe com atenção o estado dos capacitores eletrolíticos, para verificar se não estão úmidos, inchados ou com uma coloração estranha. Caso positivo, após retirá-los, não deixe de observar se a solução eletrolítica que vazou não interrompeu alguma trilha. As tensões que saem da fonte são, geralmente, reguladas na placa principal por transistores ou integrados reguladores. Os transistores iniciados por 2SA e 2SB são do tipo p-n-p, e os transistores iniciados por 2SC e 2SD do tipo n-p-n. Nos reguladores de tensão com saída de polaridade positiva que utilizam transistores n-p-n, a base deve estar sempre com 0,6 volt a mais que o emissor, e o coletor deve ter uma tensão de valor um pouco maior que a do emissor. Caso as tensões medidas estejam muito fora dessa regra, há defeito no circuito. Veja, a seguir, alguns exemplos:
1º - Coletor normal, base normal, emissor baixo, Vbe maior que 0,7 V: base “alerta”, troque o transistor.
2º - Coletor normal, base baixa, emissor baixo,Vbe com 0,6 V, ou menos: defeito nos circuitos de comando da base, ou coletor “aberto”.Teste o transistor e verifique os circuitos que comanda a base.
3º - Coletor baixo, base baixa, emissor baixo, Vbe com 0,6 V: defeito na fonte que alimenta o coletor.
4º - Coletor baixo, base baixa, emissor baixo, Vbe com 0,7 V: curto na linha de saída. A verificação de curto pode ser feita com um ohmímetro analógico. Aplicando-se a ponteira vermelha na massa do circuito (“terra”), e a preta na linha suspeita (para a maioria dos multímetros analógicos), caso a resistência obtida seja menor que a 500 ohms, há curto na linha. Daí, separando-se algumas vias e levantando-se alguns componentes suspeitos, chegamos logo à causa do problema. Nos reguladores de tensão com saída de polaridade positiva com transistores p-n-p, a base deve ser 0,6 volt menor que a tensão do emissor. Veja a seguir, alguns exemplos de anormalidades:
1º - Emissor normal, base baixa, coletor baixo, Vbe com mais de 0,7 V: junção de base “aberta”.
2º- Emissor normal, base alta, coletor baixo, Vbe menor que 0,6V : defeitos nos circuitos que comandam a base.
3º - Emissor normal, base baixa, coletor alto, Vbe menor que 0,6 V : transistor em curto.
4º - Emissor baixo, base baixa, coletor baixo, Vbe com 0,6 V: defeito na fonte que alimenta o emissor.
Os integrados reguladores são mais simples, pois a maioria já vem com o valor da tensão de saída expressa em seu código. Esses integrados possuem, geralmente, três terminais, sendo o terminal de entrada o primeiro, o terminal comum o do meio o terminal de saída o ultimo. Assim, se a tensão de entrada está normal e falta tensão na saída, o defeito, geralmente, é do integrado. Se as tensões estão baixas na entradas e na saída, o defeito pode ser da fonte ou um curto na linha de saída. Para este caso, se o C.I. estiver muito quente é sinal que há curto na linha de saída. Nessas verificações você precisará apenas do multímetro, e pode obter um resultado muito bom.
Verificações de Sinais nos Circuitos Eletrônicos
Se você depara com um sintoma que se manifesta pela ausência de sinal de áudio ou de vídeo, o ideal seria verificar a presença dos sinais nas entradas e saídas dos integrados, para cerear logo o defeito.
· Se não há áudio durante a reprodução de um DVD, por exemplo, você poderia iniciar a pesquisa verificando se há sinal nas entradas e na saída do conversor paralelo / serial.
· Caso o áudio do CD também esteja ausente, verifique a presença de sinais nas entradas e saídas do distribuidor de áudio digital.
· Se o áudio está normal e falta sinal de vídeo, inicie verificando a presença de sinais nas entradas e saídas do conversor digital par analógico de vídeo.
· Caso você tenha um problema de mau funcionamento de algum processador, você deverá verificar, inicialmente, a filtragem e o valor da sua tensão de alimentação. Mas, se não obtiver sucesso, deverá prosseguir verificando o circuito de reset e o valor da freqüência do seu clock.
Para essas ultimas verificações você precisará, pelo menos, do diagrama esquemático do aparelho, de um bom osciloscópio e de um frequencimetro. Se não contar com essas facilidades, o aparelho não deixará de ser consertado, mas você precisará de muito mais tempo, dinheiro em caixa e paciência, pois terá que fazer algumas substituições para evoluir nas pesquisas.
Defeitos Mais Comuns Apresentados Pelos Aparelhos de DVD
Congelamento de Imagem (CD é Reproduzido Normalmente)
O defeito mais comum nos aparelhos de DVD é o congelamento da imagem gerado pela má leitura do disco. O técnico deve saber que o DVD Player é um aparelho de funcionamento muito critico, e que esse sintoma é o que quase todos os reprodutores vão apresentar em primeiro lugar, mesmo ainda novos. As trilhas muito estreitas fazem do DVD um disco muito difícil de ser lido, já que um grão de poeira presente na superfície do disco gera um erro que, no caso do CD, é facilmente corrigido, mas no caso do DVD, a quantidade de bits perdida pelo mesmo grão de poeira é muito maior e, muito embora o circuito corretor de erros do DVD seja mais eficiente, muitas das vezes esse sintoma não será eliminado, mesmo limpando-se o disco. Ao aparecerem os primeiros desgastes do diodo laser ou dos detetores, esse sintoma se manifestará apenas na reprodução de DVD inicialmente, pois, alem de tudo o que já foi dito, a leitura do CD é seqüencial, enquanto que, no DVD, a leitura é aleatória, obrigando o sleed a executar diversos saltos durante a reprodução de um filme, dificultando a leitura do disco. Geralmente, o defeito inicia-se com esse sintoma, evoluindo depois para os seguintes:
· Gira o disco em alta velocidade, não lê o TOC, vai para Stop, apresenta uma mensagem de erro;
· Inicia girando o disco com indecisão, inverte a rotação, ejeta e apresenta uma mensagem dizendo que o disco não pode ser reproduzido;
· Não gira o disco, e apresenta “No Disc”.
É claro que, muitas vezes, limpamos a lente ou avançamos o trimpot de potência e o aparelho volta a funcionar. Porem, o motivo principal, mesmo nesses casos, é o desgaste da unidade óptica que tem apresentado uma vida útil muito curta. O que acontece é que, mesmo com a lente suja, se o diodo laser estiver novo, a luz vencerá a sujeira da lente, e o aparelho funcionará bem. Mas, quando precisamos limpar a lente para que o mesmo volte a funcionar, é sinal de que, na maioria das vezes, a unidade óptica já esta comprometida. É triste ter que dizer isso ao cliente, mas, o pior é não dizer, e o mesmo voltar aborrecido dois ou três meses depois, alegando que determinados discos não funcionam e, em algumas vezes, querendo o dinheiro do conserto de volta...Bem, para trocar uma unidade óptica não precisa nem estudar muito. Mas, se você desejar ser realmente um técnico reparador de aparelhos de DVD, será necessário se dedicar aos estudos dos circuitos desses aparelhos e dos procedimentos de investigação de defeitos eletrônicos, principalmente porque, nem sempre o defeito será na unidade óptica, e comprar uma apenas para tirar duvidas será inviável devido aos altos preços impostos atualmente pelo mercado de eletrônica.
A Gaveta Abre e Fecha Sozinha
A causa mais provável para esse sintoma é a correia do loading gasta. Entretanto, ao substitui-a, escolha uma que apenas ligeiramente menor que a original, e da mesma espessura. Correias mais grossas, muito apertadas, mais finas ou muito menores, não funcionam bem. Outra causa para esse sintoma é o mau funcionamento das chaves que indicam gaveta fechada e/ ou gaveta aberta. Essas chaves são instaladas na bandeja mecânica ou nos limites da gaveta, na maneira a fechar ou abrir o contato conforme o movimento da gaveta. Suas vias são ligadas, geralmente, ao microprocessador de controle, e os problemas mais comuns com elas são: mau contato, empeno das lâminas, quebra da sua base e problemas com conexões que vão até à placa principal, onde está o microprocessador.
A Gaveta não Abre e não Fecha Totalmente, ou se Movimenta com Dificuldade
Para esse sintoma, além de se levar em conta tudo o que já foi descrito sobre as correias anteriormente, deve-se verificar:
· Excesso de graxa de silicone nos trilhos da gaveta, que se transforma em pasta abrasiva, ao se misturar com poeira;
· Detritos que se acomodam entre os dentes das engrenagens;
· Engrenagens de plásticos que se desgastam no eixo dos dentes;
· Posicionamento do mecanismo, caso tenha havido uma manutenção recente sem sucesso.
A Gaveta Fecha, mas a Bandeja da Unidade Óptica não sobe Totalmente
Esse sintoma também pode ser causado por correia gasta ou posicionamento errado do mecanismo.
Lente Procura o Foco, Mas o Disco não Gira
Nesses casos, deve-se iniciar a limpeza da lente. Caso o sintoma não se modifique após a limpeza, a unidade óptica é a principal suspeite de provocar o defeito. Entretanto, antes de substituí-la, verifique os cabos conectores que interligam a unidade ao circuito, veja se o diodo laser está acendendo, se há sinal LDON e se a chave Laser ON/OFF está na posição correta.
O Disco Gira, Mas não Inicia o Filme
Limpe a lente. Caso não resolva, verifique as tensões do drive de tracking e do drive sleed. Verifique as conexões com o motor sleed e a bobina de tracking. Limpe as engrenagens do sleed e da unidade óptica. Caso não tenha encontrado problema com as verificações anteriores, troque a unidade óptica. Alguns aparelhos informam, através de códigos no display, um defeito oriundo da unidade óptica, facilitando, assim o diagnostico:
· SONY HCD S-300: apresenta “C-13:00” no display.
· SONY DVP S-570: apresenta “C-31:00” no display.
Entretanto, quando o disco estiver muito arranhado ou a lente estiver suja, esses códigos serão também exibidos no display.
O Display não Acende, e Nada Funciona
O DVD Player é alimentado, geralmente, por uma fonte chaveada muito semelhante à fonte de um vídeo cassete. Portanto, para o sintoma em questão, verifique primeiramente se há alguma tensão na parte secundaria da fonte. Caso negativa, verifique se há tensão no capacitor de filtro, logo após a ponte retificadora. Caso não haja tensão após a ponte retificadora, verifique o fusível. Se o mesmo estiver rompido, verifique se a ponte retificadora ou o transistor de potência não estão em curto, antes de substituir o fusível. Caso haja tensão após a ponte retificadora e no coletor do transistor de potência, mas não aparece nenhuma tensão na parte secundaria da fonte, é porque há algum curto na parte secundaria, ou não oscilação no primário. Neste caso, portanto, verifique a presença de curto nos diodos zener de proteção, diodos capacitores do secundário da fonte e componentes do primário, que impeçam a fonte de oscilar. Se apenas uma das tensões do secundário está ausente, ou baixa, verifique o capacitor eletrolítico correspondente a essa saída. Caso esse sintoma se manifeste com a fonte normal, o defeito deve ser procurado na área do microprocessador de controle. Entretanto, não o substitua antes de verificar todos os seus periféricos vitais como: alimentação de 5 volts, incluindo o capacitor de filtro, circuito de clock, circuito de reset e memórias.
O Display não Acende, mas o Disco Entra em Play
Quando o display está apagado e o aparelho funciona, geralmente é falta da fonte de -30V, ou da tensão de filamento do display. Portanto, verifique as tensões.
A Unidade não se Movimenta e/ou a Lente não Procura Foco
Esse defeito se dá, geralmente, pela falta ou deficiência da tensão de alimentação do drive do sleed e/ ou do drive de foco. Caso o C.I. do drive esteja alimentado e o sintoma persista, troque o C.I. Entretanto, confirme antes se não há um mau contato nas chaves de gaveta, ou se a unidade óptica não se elevou totalmente, impedindo que a chave de gaveta fechada fosse acionada.
A Gaveta não se Movimenta
Se você já verificou os problemas mecânicos, incluindo a correia do loading, é hora de fazer a medição da tensão de alimentação do drive do loading. Esse sintoma aparece com certa freqüência em fusitores nessa linha de alimentação. Esses fusitores queimam, geralmente, devido a capacitores de filtro em curto. Se ao pressionar a tecla OPEN/ CLOSE não aparecer mensagem no display, verifique a chave de toque, correspondente a essa tecla. Se a gaveta se movimentar comandada pelo controle remoto, é uma evidência de que o problema está no teclado do painel frontal.
Algumas Teclas não Funcionam
Verifique os resistores e componentes ligados com o teclado, limpe bem a placa frontal, verifique os cabos que interligam o painel frontal à placa principal e substitua as chaves suspeitas do painel frontal.
Não Funciona pelo Controle Remoto
Esse defeito aparece com mais freqüência devido a problemas com o próprio controle remoto. Mas, se o controle remoto está em bom estado, substitua o modulo receptor no painel frontal do aparelho.
Disco Gira, Display Exibe os Capítulos, Mas a Imagem e o Som não são Reproduzidos
Para esse sintoma, verifique todo caminho dos sinais, desde o DSP até o processador, onde o sinal de áudio é separado do vídeo.
Somente o Áudio é Reproduzido
Nesse caso, verifique os circuitos de saída de vídeo, desde onde mesmo é separado do áudio até a saída do painel traseiro do aparelho. Teste também opções de saídas diferentes, para tirar conclusões
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